quarta-feira, 20 de maio de 2009

Mil em um.


Certa vez comentei que gostaria de ser mais de uma.

Queria ter mais tempo de fazer tudo.

O tudo acaba tornando-se o nada.

E o nada finalmente chega ser nossas vidas, nossa realidade.



A vontade de ser muitas ou muitos

fazem de nossas vidas

passagens incompletas, momentos vazios...


A morte quando chega

nunca é bem vinda...

Tenho uma filosofia para isto...

Para mim, a irmã morte é pior pois, retira de nós a capacidade de fazermos o tudo...



Mesmo que este tudo, seja o nada.

Um comentário:

  1. A morte é a maior invenção da vida, descaradamente plagiando Steve Jobs.

    Só assim para nos protegermos do tudo/nada, a sensação de finitude nos da perspectiva e limite. Dá o nosso contorno, nosso perímetro nesse universo, nos impede de boiar a esmo dentre todas as coisas.

    Não a toa as coisas mais breves sejam as mais sublimes: o arrepio, o sorriso, o beijo apaixonado. Não a toa a raça mais desenvolvida seja a mais recente no universo (a humanidade), essa brevitude que nos possibilidade atingir a sublimação do espírito.

    É pela efêmeridade que tangemos a eternidade em pensamento, é por sermos tão pesados e complexos que podemos tocar a superfície do fundo desse oceano de perguntas.

    Enfim, chega de filosofar.

    ResponderExcluir